Querido Pai

 

Quando eu nasci

Ao meu lado te encontravas

Quando eu cresci

Ao meu lado já não estavas.

 

Procurava, procurava

Procurava mas em vão

Ouvia a porta bater

Que fazia palpitar meu coração.

 

Saía porta fora

Chamava por ti então

Mas a voz já não saía

Duas lágrimas caíam no chão

 

E assim todas as noites

Frias se tornavam

O luar perdia o brilho

Em luzes se apagavam.

 

Quando eu era pequenina

Muito já me fizeste sofrer

Mas eu perdoou-te tudo

Pois meu pai continuas a ser.

 

 

Lígia Ribeiro (6º C)